O avanço imobiliário para além das capitais colocou Londrina entre os mercados mais observados do Paraná. A mudança acompanha o crescimento das cidades médias. Entre 2010 e 2022, cerca de dois terços dos 12,3 milhões de novos habitantes do país foram para municípios de 100 mil a 500 mil moradores, segundo dados do IBGE citados pelo site Bem Paraná.
O movimento também aparece no volume nacional. Em 2025, foram vendidas 426.260 unidades residenciais, maior resultado da série histórica da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). No Paraná, imóveis compactos já dominam parte importante da oferta. Studios e apartamentos de um dormitório responderam por quase 70% das 1.863 unidades verticais lançadas em Curitiba no primeiro trimestre de 2026. Os dados são da consultoria Brain e da Ademi-PR.
Londrina bate recorde de VGV
Em 2024, Londrina registrou R$ 3,3 bilhões em VGV de lançamentos, R$ 1 bilhão acima de 2023 e o maior patamar da história, mostra a Brain. A cidade ocupou a 13ª posição do Índice de Demanda Imobiliária Nacional no segmento econômico. O preço médio do metro quadrado acumulou valorização de 6,86% em 12 meses.
Com 580 mil habitantes e PIB de R$ 28 bilhões em 2023, o quarto maior do Paraná, Londrina reúne renda do agronegócio e atividades de serviços, saúde, educação e tecnologia. No primeiro semestre de 2026, o saldo de empregos formais chegou a 4.215 vagas, segundo o Caged.
Universidades e eventos sustentam demanda
A população flutuante ajuda a explicar a procura por unidades menores. A cidade concentra cerca de 25 mil estudantes em dez instituições de ensino, recebe eventos como a ExpoLondrina e atrai profissionais de saúde, tecnologia e agronegócio. Em 2026, a rede hoteleira atingiu lotação máxima ao menos quatro vezes, segundo a reportagem.