Boas novas! Percepção de preços justos e a intenção de compra estão em alta

em Portas, 28/fevereiro

Percepção de preços mais justos e intenção de compra recorde indicam momento favorável para o mercado imobiliário em 2026.

Duas reportagens publicadas nesta semana trazem boas notícias para quem opera no mercado imobiliário. A primeira delas foi publicada pela Money Times e traz a mais recente pesquisa Raio-X, divulgada pela FipeZap, que revela uma mudança importante na percepção de quem está na jornada de compra e venda de imóveis no Brasil.

De acordo com o estudo, a fatia dos entrevistados que classificava os valores dos imóveis como “altos” ou “muito altos” recuou de 76% no terceiro trimestre de 2025 para 64% no quarto trimestre do ano passado.

Outro dado desta pesquisa na mesma linha mostra que caiu de 8,2% para 7,7% a expectativa de valorização das pessoas que compraram um imóvel nos últimos 12 meses, considerando os mesmos períodos de comparação.

Segundo a análise, o avanço da fatia de compradores que entende que os preços estão justos neste momento propicia um ambiente menos pressionado neste início de ano, no que diz respeito à precificação.

Importante ressaltar que a precificação no Brasil é um dos grandes obstáculos para a redução do tempo despendido para o fechamento do contrato. Portanto essa é uma ótima notícia para quem está operando no mercado.

Principalmente para imobiliárias e corretores que lançam mão de ferramentas tecnológicas que precificam rapidamente os imóveis, demonstrando os valores de conversão mais rápida tanto para compradores quanto a vendedores.

A Calculadora de Preço Loft é uma dessas ferramentas, que ajuda na percepção de realidade do vendedor de forma rápida e gratuita.

Intenção de compra atinge nível recorde

A segunda boa notícia da semana que eu chamo a atenção saiu na InfoMoney. De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) a intenção de compra de imóveis no Brasil atingiu nível recorde entre famílias com renda acima de R$ 2,5 mil, no quarto trimestre de 2025.

O levantamento ouviu 1.250 entrevistados em 35 cidades. Segundo os dados, 50% dos domicílios nesta faixa de renda declararam intenção de adquirir um imóvel. Antes da pandemia, esse percentual era de 43% e chegou a cair para 31% em 2022.

Segundo Fábio Tadeu Araújo, diretor-sócio da Brain Inteligência Estratégica, responsável pela pesquisa, os dados indicam que uma parcela relevante das famílias está em movimento efetivo de planejamento de compra, e não apenas em intenção distante.

“Esses 35% são pessoas que saíram do sonho e começaram a efetivamente inserir esse objetivo na realidade. Em um olhar geral, estamos falando que esse objetivo existe em 18% dos domicílios brasileiros”, explicou.

Outros 12% desejam realizar esse objetivo em até 1 ano e meio, 23% em até 2 anos e 30% em prazo superior a 2 anos.

Quando a gente observa estes dois dados juntos, entendemos que o momento é de grande oportunidade. Os compradores ao mesmo tempo manifestam uma percepção mais positiva sobre os preços e um apetite maior para ir às compras.

Mais do que nunca as imobiliárias que souberem lançar mão das inovações disponíveis hoje – não só no segmento da precificação, mas também no de agentes de AI de financiamento imobiliário, que aceleram e facilitam o envio de informações e o trânsito de documentos entre clientes finais e os bancos – vão sair na frente no proveito máximo desta safra promissora.


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