Mesmo com o cenário de juros altos e pressão no custo de vida, o mercado de aluguel residencial no Rio segue mostrando sinais de estabilidade. Levantamento da Loft aponta que a inadimplência nos contratos de locação permaneceu em 4,3% em maio na capital fluminense, mantendo o estado entre os menores índices do país.
O percentual considera contratos com atraso superior a 15 dias e ficou no mesmo patamar registrado em abril. Em março, o indicador havia recuado para 4,1%, um dos níveis mais baixos da série histórica monitorada pela empresa.
Segundo a Loft, o Rio continua apresentando desempenho melhor que mercados importantes como São Paulo e Minas Gerais. Em maio, São Paulo registrou inadimplência de 6%, enquanto Minas chegou a 6,7%. Apenas o Espírito Santo apareceu próximo ao cenário fluminense, com 4,7%.
“A inadimplência voltou a subir recentemente em várias regiões do país, mas no Rio o movimento segue bastante moderado e o indicador permanece em um patamar historicamente baixo”, afirma Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft. “Além disso, há perspectiva de melhora gradual da situação financeira das famílias, apoiada por programas de renegociação de dívidas, como o Desenrola, e por um mercado de trabalho ainda resiliente.”
Rio saiu de pico de inadimplência em 2025
O levantamento também mostra que o estado vem operando abaixo dos níveis registrados no ano passado. O pico recente aconteceu em setembro de 2025, quando a inadimplência no aluguel chegou a 5,3%.
Desde então, os índices passaram a desacelerar gradualmente:
- Janeiro de 2026 — 4,3%
- Fevereiro — 4,5%
- Março — 4,1%
- Abril — 4,3%
- Maio — 4,3%
No cenário nacional, porém, o movimento foi de leve piora. A inadimplência média do país subiu de 5,7% para 5,8% entre abril e maio. No Sudeste, o índice avançou de 5,8% para 5,9%.
O Índice de Inadimplência de Aluguéis (IIA) da Loft acompanha cerca de 500 mil contratos ativos de fiança locatícia em todo o Brasil, incluindo desde estúdios compactos até imóveis de alto padrão.