A badalada cidade de Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, começou 2026 liderando a valorização do metro quadrado residencial no Brasil. Segundo o relatório da FipeZap, o preço médio do m² na cidade alcançou R$ 15.030, 55,8% acima da média nacional, que é de R$ 9.642.
Em 2025, Balneário Camboriú teve uma alta acumulada de 6,44%, e superou capitais como São Paulo e Rio de Janeiro. Os imóveis na cidade catarinense ficaram acima do índice oficial de inflação (IPCA).
Especialistas projetam um novo ciclo de aquecimento para os próximos meses, com a perspectiva de queda da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 15%.
“Agora que a taxa Selic projeta uma queda de 15% para 10% até o final do próximo ano, teremos uma nova migração do capital da renda fixa para imóveis novamente. Em minha análise, com esse movimento, teremos aumentos significativos nos valores dos imóveis, além de compensações nas tabelas de valores”, afirma Bruno Cassola, corretor e especialista em mercado imobiliário.
Crescimento expressivo nas vendas e alta nos preços
Entre 2023 e 2025, o mercado imobiliário de Balneário Camboriú cresceu de forma acelerada. De acordo com a plataforma nacional DWV, o número de unidades vendidas em 2025 chegou a 1.081, com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 3 bilhões, o que representa um aumento de 42% no VGV e de 70% nas vendas em relação a 2023.
Mercado limitado, alta liquidez e infraestrutura consolidada
A liquidez do mercado de Balneário Camboriú é um diferencial importante, aliado à restrição de oferta. “Atualmente, a cidade possui apenas 1.690 imóveis disponíveis à venda nas pautas das incorporadoras, temos aqui um mercado equilibrado com valorização constante e liquidez, um cenário perfeito para investir em tijolos”, diz Cassola.
Além disso, a cidade tem investido em infraestrutura e mobilidade urbana, o que fortalece sua posição no mercado imobiliário. “Balneário Camboriú se consolidou como um mercado residencial de alta renda, com forte apelo tanto para moradia quanto para investimento com grande potencial de retorno”, explica o especialista.