BTG teria interesse no Praia Ipanema Hotel, imóvel que Paes quer leiloar na orla

em Diário do Rio / Mercado Imobiliário, 12/fevereiro

O banco teria se reunido com o empresário Nelson Tanure para negociar a aquisição de ativos relevantes da Gafisa, que chegou a anunciar um projeto residencial para o prédio, mas que nunca foi lançado.

Depois de o prefeito Eduardo Paes anunciar, no fim do ano passado, planos para usar instrumentos legais para destravar imóveis considerados estratégicos e sem função social, um dos ativos mais valiosos do empresário Nelson Tanure voltou ao radar do mercado imobiliário do Rio. O Praia Ipanema Hotel, fechado desde 2023 e incluído pela prefeitura na lista de imóveis passíveis de desapropriação, estaria despertando o interesse agora do BTG Pactual.

Segundo o jornalista Lauro Jardim, o banco se reuniu com o empresário para negociar a compra de ativos relevantes da Gafisa, que chegou a anunciar um novo projeto residencial para o prédio, que nunca saiu do papel. Na época, fontes afirmavam que o empreendimento teria comercialização estimada em até R$ 100 mil por metro quadrado, principalmente, por conta de sua localização, considerada premium pelo mercado.

Na época em que sinalizou a possibilidade de desapropriação, o prefeito fixou prazo entre 30 e 60 dias para que os proprietários apresentassem projetos concretos de reocupação do ativo. Em paralelo, determinou uma revisão da situação fiscal do imóvel, com atenção ao histórico de IPTU, para avaliar eventual uso de incentivos tributários concedidos ao setor hoteleiro.

Praia Ipanema Hotel

O Praia Ipanema Hotel funcionou por 48 anos até encerrar as atividades em 2023. O empreendimento, classificado como quatro estrelas, foi inaugurado na década de 1980 e se consolidou como um dos hotéis mais tradicionais da orla da Zona Sul. No mesmo ano em que fechou as portas, o prédio foi adquirido pela Gafisa. O edifício possui 17 andares, todos com vista permanente para a praia. Cada pavimento tem cerca de 320 metros quadrados, totalizando aproximadamente 5.500 metros quadrados de área construída. Estudos preliminares feitos na época indicavam unidades variando entre 60 e 306 metros quadrados.

A possível negociação ocorre em um momento delicado para a construtora, que enfrenta atrasos na entrega de alguns empreendimentos de alto padrão no Rio. Levantamento do DIÁRIO DO RIO aponta que há pelo menos três projetos no município com cronogramas revistos e prazos de entrega recalculados.


Ver online: Diário do Rio / Mercado Imobiliário