Prédio histórico da Esso no Centro do Rio será nova unidade da Rede D’Or

em Diário do Rio / Mercado Imobiliário, 9/março

Edifício Standard, com mais de 90 anos e fachada tombada, será a terceira unidade do Instituto IDOR, contando com salas adaptadas e infraestrutura moderna.

O Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), ligado ao grupo hospitalar Rede D’Or, vai ocupar um dos endereços mais emblemáticos da região central do Rio: o Edifício Standard, antigo lar da sede da Esso. Com mais de 90 anos de história, o prédio na Avenida Presidente Wilson vai abrigar a terceira unidade de ensino superior do instituto na cidade.

Com cerca de 8,5 mil metros quadrados, o edifício será alugado por cinco anos, com contrato estimado em R$ 80 por metro quadrado, valor considerado dentro da média do mercado corporativo da região. A nova unidade se junta às já existentes na Glória e em Botafogo.

Construído em 1935, o Edifício Standard é um marco da arquitetura Art Déco, projetado pelo arquiteto inglês Robert Prentice, responsável também pela Central do Brasil. Sua fachada é tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), preservando o valor histórico da construção.

O imóvel pertence à Arch Capital, por meio do fundo imobiliário AIEC11, e foi recentemente desocupado pelo Ibmec, que transferiu suas atividades para Botafogo no fim de 2025. Como já funcionou como instituição de ensino, o espaço conta com salas adaptadas e infraestrutura pronta para atividades acadêmicas, fator que tornou o endereço ainda mais atraente para o IDOR.

Em 2007, o prédio passou por um retrofit conduzido pela BN Engenharia, que o transformou em padrão Triple A, modernizando a infraestrutura e adaptando para instituições de ensino.

O Edifício Standard chegou a ser avaliado para conversão em unidades residenciais pelo programa Reviver Centro. A incorporadora Azo, responsável pelo retrofit do histórico prédio A Noite, chegou a negociar a compra, mas as conversas não avançaram.

Hoje, a locação representa uma oportunidade rara para a Rede D’Or, já que imóveis acima de 5 mil metros quadrados na cidade se tornaram escassos.

Apesar das mudanças urbanísticas, a região central continua atraindo empresas por concentrar transporte, serviços e infraestrutura. Nos últimos meses, o Nubank alugou quase 7 mil metros quadrados no Vista Mauá, enquanto a ESPM reativou sua unidade na área.


Ver online: Diário do Rio / Mercado Imobiliário