A retomada da ocupação dos escritórios após a pandemia tem impulsionado o mercado de imóveis comerciais em diversas cidades brasileiras, com variações positivas em grande parte dos centros urbanos. No Rio de Janeiro, o cenário é de estabilidade nos preços de venda de salas e conjuntos comerciais nos últimos 12 meses, segundo levantamento do Índice FipeZAP.
Os dados mostram variação de -0,13% no período, movimento considerado praticamente estável pelo comportamento do mercado. O resultado indica um momento de acomodação após anos de oscilações mais intensas no segmento de imóveis corporativos na capital fluminense.
No restante do país, os preços de venda avançaram, em média, 2,2% no acumulado de 12 meses, desempenho considerado o mais forte desde a retomada dos resultados positivos do setor, em 2024, após um longo ciclo de retração.
O mercado de locação, por sua vez, apresentou uma recuperação mais expressiva. Os aluguéis de salas e conjuntos comerciais registraram alta média de 10,6% em um ano, percentual superior ao dobro da inflação oficial acumulada no período. Em maio, o avanço foi de 1,48%, maior variação mensal da série histórica iniciada em 2012.
O movimento é associado ao retorno gradual das empresas aos escritórios. Após a consolidação do trabalho remoto durante a pandemia, muitas companhias passaram a ampliar a presença física das equipes, o que elevou a demanda por espaços corporativos e reduziu a vacância em diferentes cidades.
Entre as capitais analisadas, Salvador se destacou com as maiores altas tanto em locação quanto em venda. Já São Paulo, que concentra o metro quadrado comercial mais caro do levantamento, registrou crescimento de 8% nos aluguéis e de 2% nos preços de venda no período.